segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Exportações continuam crescendo em setembro

Segunda-feira, 17 de setembro de 2012


A balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 646 milhões, com média diária de US$ 129,2 milhões, nos cinco dias úteis (10 a 16) da segunda semana de setembro de 2012. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 10,594 bilhões, com média de US$ 2,118 bilhões por dia útil.
As exportações, no período, foram de US$ 5,620 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,124 bilhão, resultado 1,2% superior à média de US$ 1,111 bilhão da primeira semana do mês. Neste comparativo, houve crescimento nos embarques de produtos básicos (8,8%), em razão, principalmente, dos aumentos de minério de ferro, farelo de soja e carne de frango. Nos semimanufaturados (0,7%), a alta foi devida, especialmente, a celulose e semimanufaturados de ferro e aço. A venda de produtos manufaturados registrou queda de 10,8%, com retrações mais expressivas de etanol, autopeças, automóveis de passageiros, polímeros plásticos e açúcar refinado.
Na segunda semana de setembro, as importações chegaram a US$ 4.974 bilhões, com resultado médio diário de US$ 994,8 milhões. Houve aumento de 16,4% sobre a média verificada na primeira semana (US$ 854,3 milhões), com elevação nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, aparelhos eletroeletrônicos, plásticos e obras, siderúrgicos, e farmacêuticos.
Mês
Nos nove dias úteis de setembro, as exportações somaram US$ 10,065 bilhões, com média diária de US$ 1,118 bilhão. Por esse comparativo, a média diária das vendas externas foi 0,9% superior a de setembro de 2011 (US$ 1,108 bilhão). Nos básicos (5,1%), os destaques ficaram por conta de petróleo, milho em grão, minério de cobre, carnes suína, bovina e de frango. Entre os manufaturados (2,8%), os principais aumentos foram verificados em óleos combustíveis, etanol, tubos de ferro fundido, tubos flexíveis de ferro e aço, motores e geradores, e veículos de carga. As vendas de semimanufaturados (-18,4%) caíram, em razão de óleo de soja em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, ferro-ligas, ouro em forma semimanufaturada, açúcar em bruto, ferro fundido e celulose.
Em relação à média diária de agosto deste ano (US$ 973,1 milhões), houve aumento de 14,9% nas exportações, com crescimento em todas as categorias de produtos: manufaturados (10,5%), básicos (21,2%) e semimanufaturados (2,5%).
As importações do período chegaram a US$ 8,391 bilhões e registraram desempenho diário de US$ 932,3 milhões. Pela média, houve redução 3,1% na comparação com setembro do ano passado (US$ 962,5 milhões). Diminuíram os custos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (-36,2%), aeronaves e partes (-9,2%), borracha e obras (-8,6%), cobre e obras (-6,6%) e cereais e produtos e moagem (-6,3%).
Já em relação a agosto deste ano (US$ 832,8 milhões), as compras tiveram alta de 11,9%, com aumento nas despesas de combustíveis e lubrificantes (41,9%), instrumentos de ótica e precisão (29,1%), farmacêuticos (19,8%), adubos e fertilizantes (16,7%) e equipamentos mecânicos (12,8%).
O saldo comercial de setembro está superavitário em US$ 1,674 bilhão (média diária de US$ 186 milhões). A média diária do saldo no mês está 27,1% superior a de setembro do ano passado (US$ 146,3 milhões) e 32,6% maior que a de agosto deste ano (US$ 140,3 milhões).
A corrente de comércio do mês alcançou US$ 18,456 bilhões (resultado diário de US$ 2,050 bilhões). Pela média, houve queda de 1% no comparativo com setembro do ano passado (US$ 2,071 bilhão) e alta de 13,6% na relação com agosto último (US$ 1,805 bilhão).
Ano
De janeiro à segunda semana de setembro deste ano (179 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 170,663 bilhões (média diária de US$ 953,4 milhões). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2011 (US$ 997,4 milhões), as exportações decresceram 4,4%. As importações foram de US$ 155,819 bilhões, com média diária de US$ 870,5 milhões. O valor está 0,5% abaixo da média registrada no mesmo período de 2011 (US$ 874,9 milhões).
No acumulado do ano, o saldo positivo da balança comercial chega a US$ 14,844 bilhões, com o resultado médio diário de US$ 82,9 milhões. No mesmo período de 2011, o superávit foi de US$ 21,306 bilhões, com média de US$ 122,4 milhões. Pela média, houve queda de 32,3% no comparativo entre os dois períodos. A corrente de comércio totaliza, em 2012, US$ 326,482 bilhões, com média diária de US$ 1,823 bilhão. O valor é 2,6% menor que a média aferida no mesmo período no ano passado (US$ 1,872 bilhão).

Mais informações para a imprensa:Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
André Diniz
andre.diniz@mdic.gov.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Governo aumenta imposto de importação de cem produtos para estimular produção nacional

Quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu hoje aumentar o imposto de importação para cem produtos, estabelecendo uma alíquota máxima de até 25%, informou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que preside o Conselho de Ministros da Camex, Fernando Pimentel. “O que estamos fazendo é absolutamente dentro das regras da Organização Mundial do Comércio”, disse ao lembrar ainda que os acordos firmados na entidade permitem ao Brasil aumentar o imposto de importação para até 35% para grande parte de produtos industrializados e até 55% para grande parte dos produtos agrícolas importados pelo país.
Pimentel falou ainda que a medida deverá ser implementada até o final deste mês após consulta aos países membros do Mercosul. “Nós vamos agora comunicar aos parceiros do bloco. Normalmente, não há objeção e eles têm 15 dias de prazo para se manifestar. Então, estaremos com a lista valendo por volta do dia 25 deste mês”, explicou. 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a medida serve para estimular a produção nacional e ainda que haverá um monitoramento do governo em relação aos preços destes produtos no mercado interno. “Está havendo um aumento do imposto de importação para determinados produtos de modo a estimular a produção nacional. Porém, nós vamos fiscalizar os preços desses produtos, porque, se houver aumento no mercado interno, haverá inflação e nós não queremos isso”, declarou. O ministro esclareceu ainda que se isso ocorrer, o produto, então, poderá ser retirado da lista.
“Vivemos um momento em que está faltando mercado no mundo e os exportadores vêm atrás do Brasil, que é um dos poucos mercados que cresce, e a nossa indústria está sendo prejudicada com isso”, complementou Mantega.
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Governo desiste da meta de exportação para 2012

CÉLIA FROUFE / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Distante ainda US$ 100 bilhões da meta de exportação fixada para este ano, o governo brasileiro desistiu do objetivo de vender no mercado externo US$ 264 bilhões em produtos e culpou a crise internacional pelo recuo. "O governo não vai atingir a meta", admitiu ontem o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira.
Um novo parâmetro para 2012 deve ser traçado, mas o secretário argumentou que é preciso aguardar o desfecho da greve de órgãos que interferem no comércio exterior para se ter um quadro real do que foi vendido até o momento pelo País. A "briga" do MDIC será manter o nível das exportações registrado no ano passado, de US$ 256 bilhões.
"Não queremos cair disso, mas dependemos da economia internacional, e não de nós", ressaltou Teixeira, acrescentando que o governo tem adotado medidas para estimular a indústria e as vendas externas. "Estamos lutando fortemente para manter as exportações no mesmo patamar do ano passado, que foi recorde."
Apesar do recuo, a avaliação do secretário é a de que o impacto da turbulência sobre as exportações brasileiras este ano tem sido mais leve do que o verificado no primeiro momento da crise, em 2008 e 2009.
Prova disso, segundo ele, foi o superávit comercial de US$ 3,2 bilhões de agosto. O resultado foi o segundo melhor para o mês, perdendo apenas para 2011, que foi recorde.
O saldo do mês passado também foi o maior do ano até agora. Até então, o mais robusto era o de maio, de US$ 3 bilhões. A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, salientou que o saldo de agosto poderia ter sido melhor caso a greve de servidores já tivesse terminado. No ano, o saldo da balança está em US$ 13,2 bilhões, um terço menor do que o verificado no mesmo período do ano passado.
Minério. A média diária das exportações caiu 14,4% em agosto, em relação ao mesmo mês de 2011, para US$ 973 milhões. Praticamente metade desse recuo (45%) foi atribuído por Tatiana à queda do minério de ferro, principal item da pauta exportadora brasileira. Dados do MDIC revelam que a queda do valor desse produto só no mês passado gerou uma recuou de 38,3% no saldo das vendas , para US$ 2,8 bilhões. Pesou mais sobre a influência da commodity na balança o preço, que caiu 27,3% na comparação com um ano atrás. Mas o efeito da diminuição das vendas (15%) também foi significativo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

País gastará US$ 58 bi com importação de gasolina em 2020, diz ministério

Com a previsão de um forte crescimento do consumo de gasolina, o governo estima que o país gastará US$ 58 bilhões ao ano com a importação do derivado de petróleo a partir de 2020.
O cálculo é do secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antonio Martins. Tal dispêndio, diz, faz parte de um cenário traçado pelo ministério, que prevê um aumento de 4,5% do consumo de gasolina ao ano até 2020, sem a contrapartida da expansão da oferta nem do derivado nem de etanol.
"Temos de trabalhar para que esse cenário não se confirme", disse Martins.
Sem aumento da produção, afirma, haverá a necessidade de importação anual de 14 bilhões de litros de gasolina. "Achávamos que sempre teríamos superavit na gasolina, mas cresceu muito o consumo das classes mais baixas, que compraram carro, e isso mudou rapidamente o mercado."
Segundo Martins, os planos de investimento da Petrobras não consideravam tal mudança no padrão de consumo e a companhia planejou suas quatro novas refinarias (PE, RJ, MA e CE) prioritariamente para a produção de diesel, e não de gasolina.
O secretário disse que uma alternativa em estudo é deslocar a nafta a ser produzida nessas unidades para a fabricação de gasolina, mas tal possibilidade leva a um outro problema: o aumento do deficit na importação da nafta, principal matéria-prima petroquímica. (Fonte

Cooperativas paulistas se tornam maiores exportadoras

Exportações brasileiras somaram US$ 3,194 bilhões de janeiro a julho deste ano

De janeiro a julho deste ano, as exportações das cooperativas brasileiras foram de US$ 3,194 bilhões e houve retração de 2% sobre igual período no ano passado (US$ 3,259 bilhões). Nas importações, houve queda de 20,9%. As compras foram de US$ 148,9 milhões, no acumulado de 2011, para US$ 117,8 milhões, em 2012.
Com esses resultados, a balança comercial do setor registra saldo positivo de US$ US$ 3,076 bilhões, com diminuição de 1,1% em relação ao mesmo período de 2011 (US$ US$ 3,110 bilhões). A corrente de comércio (soma das exportações e importações) foi de US$ 3,312 bilhões, com recrudescimento de 2,8% em relação aos primeiros sete meses do ano passado (US$ 3,408 bilhões).
As cooperativas brasileiras exportaram para 129 países de janeiro a julho deste ano. No período, os principais mercados foram: China (vendas de US$ 470,6 milhões, representando 14,7% do total); Estados Unidos (US$ 351,9 milhões, 11%); Alemanha (US$ 198 milhões, 6,2%); Emirados Árabes Unidos (US$ 180,6 milhões, 5,7%); e Países Baixos (US$ 154,8 milhões, 4,8%).
Já os produtos mais vendidos, em valor, no período, foram: açúcar em bruto (com vendas de US$ 448,2 milhões, representando 14% do total exportado pelas cooperativas); soja em grãos (US$ 383,9 milhões, 12%); café em grãos (US$ 367,7 milhões, 11,5%); carne de frango (US$ 341 milhões, 10,7%); e farelo de soja (US$ 281,7 milhões, 8,8%).
São Paulo acumulou o maior volume em valor das exportações de cooperativas, com vendas de US$ 1,007 bilhão, representando 31,5% do total das exportações do segmento. As cooperativas paulistas ultrapassaram as paranaenses que mantinham o maior valor no acumula até junho. Até julho, o setor cooperativista paranaense exportou US$ 1,004 bilhão, com 31,4% do total. Na sequência, aparecem Minas Gerais (US$ 396,6 milhões, 12,4%); Rio Grande do Sul (US$ 209,6 milhões, 6,6%); Santa Catarina (US$ 209,3 milhões, 6,6%). (Fonte)

Brasil é o quarto maior exportador de armas e rifles no mundo


De acordo com uma pesquisa realizada pela entidade Small Arms Survey, baseada em dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a venda de armas fabricadas no Brasil dobrou em três anos. Esse número coloca o país como o quarto maior exportador de pistolas e rifles do mundo.

Segundo a entidade, as exportações brasileiras chegam a US$ 166 milhões. Um valor que triplicou desde 2004. A maior parte das armas se destina ao mercado americano, que completou dez anos como o maior importador.
Entretanto, o órgão afirma que o levantamento considera apenas o comércio legal. "O Brasil não relatou as exportações de armas militares, revólveres, pistolas, partes e acessórios e munições ao Contrade (base de dados da ONU) de 2009. Portanto, os valores dessas categorias, baseado nas informações de importadores, estão provavelmente subestimados." diz o estudo. (Fonte)

domingo, 12 de agosto de 2012

Funcionário público com alto salário lidera greve

Servidores que participam de paralisação têm salários iniciais em torno de 10.000 reais, mas podem chegar a 20.000 no topo da carreira

A série de paralisações que atinge serviços federais e desafia o governo da presidente Dilma Rousseff é protagonizada por servidores cujas carreiras têm salários iniciais em torno de 10.000 reais. Em algumas categorias, como a dos auditores fiscais da Receita Federal, essas cifras chegam perto dos 20.000 reais no topo da carreira.
Uma análise dos dados do Ministério do Planejamento mostra um pouco do que pode ser o impacto dos aumentos reivindicados pelos servidores na folha de pagamento. Mais da metade (53%) dos funcionários do Executivo ganha acima de 4.500 reais mensais -- 16,2% do total recebe mais de 10.500 reais, segundo números de abril de 2012. Menos de 20% (18,5%) dos servidores ganham até 3.000 reais no Poder.
Essas cifras, assinaladas no Boletim Estatístico de Pessoal de maio, incluem administração direta, fundações e autarquias, mas excluem o Ministério Público da União, Banco Central, empresas públicas e sociedades de economia mista. Apesar de pequenas variações -- a folha cresce vegetativamente todo mês --, são bem próximas do que ocorre hoje, segundo o Planejamento.
Um dos grupos mais fortemente mobilizados do movimento grevista, o funcionalismo das agências reguladoras recebe, no seu grupo de elite -- o cargo de especialista -- salários que, do início ao fim da carreira, vão de 10.019 reais a 17.479 reais. Nos postos de analista, a remuneração vai de 9.623 reais a 16.367 reais, e em postos de nível superior, varia de 7.285 reais a 12.131 reais. Profissionais de nível médio, com cargos de técnico administrativo, recebem de 4.760,18 reais a 7.664,76 reais.
O Sinagências, representante desses servidores, diz que há defasagem de 25% desde 2008 e pede a remuneração por subsídio, como nas carreiras jurídicas, na diplomacia e na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
(Com Agência Estado)