quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Brasil é o quarto maior exportador de armas e rifles no mundo


De acordo com uma pesquisa realizada pela entidade Small Arms Survey, baseada em dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a venda de armas fabricadas no Brasil dobrou em três anos. Esse número coloca o país como o quarto maior exportador de pistolas e rifles do mundo.

Segundo a entidade, as exportações brasileiras chegam a US$ 166 milhões. Um valor que triplicou desde 2004. A maior parte das armas se destina ao mercado americano, que completou dez anos como o maior importador.
Entretanto, o órgão afirma que o levantamento considera apenas o comércio legal. "O Brasil não relatou as exportações de armas militares, revólveres, pistolas, partes e acessórios e munições ao Contrade (base de dados da ONU) de 2009. Portanto, os valores dessas categorias, baseado nas informações de importadores, estão provavelmente subestimados." diz o estudo. (Fonte)

domingo, 12 de agosto de 2012

Funcionário público com alto salário lidera greve

Servidores que participam de paralisação têm salários iniciais em torno de 10.000 reais, mas podem chegar a 20.000 no topo da carreira

A série de paralisações que atinge serviços federais e desafia o governo da presidente Dilma Rousseff é protagonizada por servidores cujas carreiras têm salários iniciais em torno de 10.000 reais. Em algumas categorias, como a dos auditores fiscais da Receita Federal, essas cifras chegam perto dos 20.000 reais no topo da carreira.
Uma análise dos dados do Ministério do Planejamento mostra um pouco do que pode ser o impacto dos aumentos reivindicados pelos servidores na folha de pagamento. Mais da metade (53%) dos funcionários do Executivo ganha acima de 4.500 reais mensais -- 16,2% do total recebe mais de 10.500 reais, segundo números de abril de 2012. Menos de 20% (18,5%) dos servidores ganham até 3.000 reais no Poder.
Essas cifras, assinaladas no Boletim Estatístico de Pessoal de maio, incluem administração direta, fundações e autarquias, mas excluem o Ministério Público da União, Banco Central, empresas públicas e sociedades de economia mista. Apesar de pequenas variações -- a folha cresce vegetativamente todo mês --, são bem próximas do que ocorre hoje, segundo o Planejamento.
Um dos grupos mais fortemente mobilizados do movimento grevista, o funcionalismo das agências reguladoras recebe, no seu grupo de elite -- o cargo de especialista -- salários que, do início ao fim da carreira, vão de 10.019 reais a 17.479 reais. Nos postos de analista, a remuneração vai de 9.623 reais a 16.367 reais, e em postos de nível superior, varia de 7.285 reais a 12.131 reais. Profissionais de nível médio, com cargos de técnico administrativo, recebem de 4.760,18 reais a 7.664,76 reais.
O Sinagências, representante desses servidores, diz que há defasagem de 25% desde 2008 e pede a remuneração por subsídio, como nas carreiras jurídicas, na diplomacia e na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
(Com Agência Estado)

 

Greve da Receita gera R$ 30 milhões de perda

A greve dos auditores fiscais da Receita Federal, que já dura quase um mês, somada à paralisação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), gerou, até agora, prejuízo de R$ 100 milhões às indústrias paulistas e, desse total, R$ 30 milhões são perdas de empresas do Grande ABC, estima o diretor de comércio  exterior da Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), Ricardo Martins.
O dirigente cita que esses valores se referem a despesas adicionais com armazenagem, a atrasos na entrega de mercadorias e a interrupções em linhas de produção por causa da falta de peças e insumos parados nos portos ou aeroportos. Ele acrescenta que, além dessas perdas, calcula-se que haja US$ 500 milhões em produtos no Estado de São Paulo que estão no aguardo de liberação da alfândega. "Para cada 15 dias que um contêiner fica parado em armazém no porto, paga-se R$ 2.000", exemplifica Martins.
E a tendência é de agravamento dos problemas. "Com a Anvisa a coisa piorou, mas agora com o Mapa (o Ministério da Agricultura e Pecuária, que entrou em greve na segunda-feira), radicalizou", disse o diretor. Isso porque, na chegada de material que tenha embalagem ou estrado de madeira, é preciso da anuência de técnicos do ministério, que certificam que não há contaminação (por exemplo, por fungo).
Wagner Rodrigues, sócio da IGW Despachos Aduaneiros, concorda. Ele cita que, hoje em dia, no Porto de Santos, declarações de importação em canal amarelo (quando se confere apenas a documentação pela Receita), o que levava cinco dias, leva de 12 a 13 dias. "Agora, com a Agricultura, a tendência é o caos", avalia.
LINHA DE MONTAGEM - Montadoras de veículos ouvidas pelo Diário relataram que, por enquanto, têm conseguido contornar as dificuldades e não têm sido afetadas por falta de peças na linha de montagem. Entretanto, a perspectiva é de que, em breve, isso comece a ocorrer, alerta o dirigente.
O empresário José Rufino, que tem fábrica em São Bernardo e é diretor do departamento de comércio exterior da regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) no município, também avalia que o cenário é preocupante. "Começa a faltar peça de reposição", cita.
Ele acrescenta que as greves (e também operação padrão, quando os funcionários passam a vistoriar tudo que passa na alfândega) desses órgãos públicos estão afetando não apenas quem faz importação, mas também os exportadores. Sua empresa, que fabrica equipamentos de perfuração, tem produto encomendado a cliente no Chile que está parado na alfândega há vários dias. Em relação às perdas, ele diz que é difícil fazer estimativas. "É quase impossível calcular a perda quando a gente deixa de atender um cliente lá fora", observa.
A Fiesp não pretende entrar com mandado de segurança para que haja normalização da entrada de itens das indústrias. Isso porque, segundo Martins, nos Estados em que isso foi feito, os fiscais não estão respeitando os mandados.
GREVE - O Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Fiscal) informou que os auditores fiscais vão fazer assembleia dia 15 e preparam série de paralisações de 48 horas, dias 22, 23, 28 e 29.
A categoria pede 30% de reajuste salarial, além de recomposição do quadro (contratações), atualmente formado por 11,5 mil auditores no País todo, dos quais 2.400 nas aduanas, nos portos, aeroportos e fronteiras.

Mais de 800 empresários participarão do Encomex Empresarial em Vitória

Brasília (8 de agosto) – Já estão inscritos 878 empresários para participar do Encontro de Comércio Exterior Empresarial (Encomex Empresarial), que acontece nesta quinta-feira (9/8), a partir das 9h, no Centro de Convenções, em Vitória, no Espírito Santo. O evento será aberto pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, e contará com diversas autoridades de instituições parceiras na promoção do Encomex Empresarial.
O Encomex Empresarial tem por objetivo expandir a pauta brasileira de exportação em quantidade, qualidade e variedade de produtos, mercados de destino e empresas brasileiras no mercado internacional. A iniciativa parte do esforço de instituições públicas e privadas de fomentar o desenvolvimento da exportação nos setores de indústria, comércio, serviços, agropecuária e turismo, e de promover o acesso às informações sobre as políticas, ações e estruturas relacionadas ao comércio exterior.
A programação do evento é direcionada aos pequenos e médios empresários que têm oportunidade de solucionar suas dúvidas, ampliar conhecimentos, atualizar informações sobre o comércio exterior e acessar novos mercados para os seus produtos e serviços. As inscrições para o Encomex Empresarial Vitória podem ser feitas, gratuitamente, no site do Encomex (www.encomex.mdic.gov.br).
Os participantes terão acesso ao balcão de atendimento do MDIC (desk resolution). Haverá o encontro com especialistas em mercados (rodada com tradings), coordenado pela Apex-Brasil, e o encontro de negócios, organizado pelo Sebrae-ES. Estandes das instituições parceiras estarão instalados no evento para prestar atendimento aos interessados e haverá ainda uma exposição sobre o artesanato capixaba, promovida pelo Sebrae-ES.
Parceiros
O Encomex Empresarial Vitória é uma iniciativa da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, em parceria com o governo do estado do Espírito Santo. O evento conta com o patrocínio da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex-Brasil); do Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); do Banco do Brasil (BB); do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e da Caixa Econômica Federal (CEF).
O encontro possui também o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); do Ministério das Relações Exteriores (MRE); da Prefeitura de Vitória; da Companhia de Desenvolvimento de Vitória; da Prefeitura de Vila Velha; da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes); da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa); e do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).
Mais informações para a imprensa:Assessoria de Comunicação Social do MDIC
(61) 2027-7190 e 2027-7198
ascom@mdic.gov.br

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O DESPACHANTE ADUANEIRO

O Despachante Aduaneiro é um profissional que atua no Brasil desde 1850, e que tem contribuído nesses 158 anos para a modernização do desembaraço de mercadorias em importação e exportação, bem como na intermediação de mercadorias em trânsito no país.
A principal função do Despachante Aduaneiro é a formulação da chamada Declaração Aduaneira – cujo conceito moderno foi delimitado pela Convenção de Kyoto, das Nações Unidas e absorvido pelas principais legislações aduaneiras do mundo.
Os Despachantes Aduaneiros exercem atividades eminentemente de interesse público, conforme já reconhecido pela literatura existente sobre a profissão e mesmo pelas próprias autoridades aduaneiras nacionais e internacionais, tanto que esses profissionais mantêm vínculo operacional diário e intenso com os órgãos públicos que controlam os sistemas aduaneiros, com eles atuando pari passu. Atuam mediante inscrição prévia em Registros próprios das Superintendências Regionais da Secretaria da Receita Federal, após a comprovação de uma série de requisitos e permanência como ajudante de despachante aduaneiro por 2 (dois) anos, no mínimo, da data de sua inscrição.
Os Despachantes Aduaneiros somente podem atuar mediante procuração outorgada pelos interessados (importadores, exportadores e viajantes procedentes do exterior) e após credenciamento específico no SISCOMEX – Sistema Integrado de Comércio Exterior, sendo ele uma das poucas pessoas elencadas pela lei como capaz de receber senha própria para acessar dito Sistema e praticar os atos relacionados aos despachos aduaneiros de mercadorias importadas ou a exportar.
Essa é a razão pela qual os Despachantes Aduaneiros vêm sendo citados expressamente em vários diplomas legais como responsáveis ou co-responsáveis nos processamentos de despachos de mercadorias importadas e a exportar e estão inseridos naquele Sistema como parceiros da Administração Pública na prestação desses serviços que são de interesse público.
É indubitável que o despacho aduaneiro é um procedimento fiscal regrado e regido por normas do Direito Tributário, e, conseqüentemente, ligado a outros ramos do Direito, em especial o Constitucional, o Administrativo, o Comercial e o Civil, motivo pelo qual o contribuinte (importador e exportador) está obrigado a cumprir as normas legais que regem aquele procedimento, que é, como se sabe, todo salpicado de atos obrigatoriamente formais. O Despachante Aduaneiro, portanto, é a pessoa que legalmente representa o contribuinte, o que o coloca como responsável perante o tomador de seus serviços (mandante) e perante a Administração Pública, além das normas que disciplinam suas atividades, de natureza ética.
Assim, qualquer erro de digitação praticado por esses profissionais pode gerar penalidades face à legislação que dispõe sobre o despacho aduaneiro, a qual, em muitas ocasiões, é interpretada de forma extensiva pela fiscalização. O profissional arca com todo o peso de levar esse procedimento até o fim sem qualquer incorreção, o que às vezes não é fácil se se levar em conta que a legislação é densa e lacunosa, causando dúvidas no próprio seio da fiscalização, haja vista o grande número de consultas existentes em relação às normas tributárias e fiscais, em todos os níveis. O próprio Sistema antes referido não é completo, apesar de se constituir num poderoso e revolucionário instrumento para o Comércio Exterior. Sabe-se que o mesmo está sendo cada vez mais aperfeiçoado. É que esse Sistema foi concebido levando em conta o objetivo de se agilizar e racionalizar os serviços, o que é muito bom para todos, mas a sua natureza virtual conflita, algumas vezes, com a própria legislação maior tributária que norteia esse tipo de procedimento fiscal, pois o contribuinte se vê tolhido em alguns de seus direitos face o Sistema não estar preparado para a prática de certos atos, podendo-se citar como exemplo, entre vários, os casos de retificação de declaração de importação por simples erro.
O fato é que o Despachante Aduaneiro está hoje situado no centro de todo esse procedimento, ou seja, no "olho do furacão" obrigando-se, por isso, a se manter permanentemente atualizado não só com as normas gerais do Direito e as praxes operacionais exigidas, assim como com outras obrigações e atos que são baixados todos os dias pelos órgãos competentes, em qualquer nível (local, regional ou central), pertecentes aos diversos Ministérios que compõem o Governo, tais como Ministério da Fazenda ( todos os órgãos da SRF), Ministério da Saúde (Anvisa), Ministério da Marinha (Marinha Mercante), Ministério da Agricultura, Ministério da Indústria e Comércio (Secex e Decex), Ministério do Exército, etc. Essa é a razão pela qual esse profissional tem sido chamado freqüentemente a participar de reuniões com o pessoal dos departamentos de importação e exportação dos interessados e mesmo com as autoridades aduaneiras, de vários níveis, para emprestar seu apoio, mediante críticas e sugestões, às iniciativas que visam a melhoria dos serviços aduaneiros em geral.
Os Despachantes Aduaneiros não emitem ou geram eletronicamente os documentos que instruem os despachos (fatura comercial, conhecimento de carga, etc ), a não ser os formulários que corrrespondem aos próprios despachos e as petições e outros atos que exigem acessamento àquele Sistema ou mesmo os praticados fora dele, mas nem por isso ele deixa de sofrer injustamente as conseqüências de uma operação ou importação mal formulada ou efetivada no exterior. É o caso de erro de expedição de mercadoria ou da chegada desta em quantidade maior ou menor que a constante dos documentos emitidos no exterior ou, ainda, com preços incompatíveis com o mercado. Estes expedientes provocam a paralisação dos despachos e mesmo a retenção das mercadorias respectivas, dando a impressão aos menos avisados que o despachante aduaneiro errou, o que não corresponde à realidade. Outras vezes – é de citar, a própria fiscalização provoca o trancamento do despacho por exigência incompatível com o conteúdo, alcance e sentido da norma legal que supõe ser a prevista para a hipótese discutida, provocando intermináveis controvérsias que não raro são decididas em favor do contribuinte em instância superior, mas enquanto o litígio perdura ao despachante é atribuída culpa pelas ocorrências que o geraram.
A Lei nº 10.833, de 2003, prevê uma série de sanções às pessoas intervenientes na área aduaneira, citando o Despachante Aduaneiro expressamente. Existem hoje muitos diplomas legais nesse sentido.
Além de todas essas responsabilidades que caracterizam a profissão, constantes do Decreto que regulamenta as atividades desses profissionais e de outras que vêm sendo sucessivamente criadas ao longo destes anos, é de se dizer que o Sistema ao qual esses profissionais são submetidos, pode expô-los à sanha de pessoas inescrupulosas ou mal intencionadas. Veja-se o seguinte exemplo: uma pessoa que conheça o CPF-MF do Despachante Aduaneiro pode tentar o acesso por mais de 3 (três) vezes seguidas a tal Sistema e errar propositadamente a forma de fazê-lo, fato que bastará para bloquear, automaticamente, a senha do profissional, impedindo-o de dar consecução aos despachos que estão tramitando sob sua responsabilidade. Este expediente tem ocorrido com certa freqüência e tem por objetivo prejudicar voluntariamente o despachante, causando-lhe inegáveis prejuízos de natureza financeira e, sobretudo, comercial. Dever-se-ia inverter a forma de acessamento àquele Sistema, indicando-se primeiramente a senha e, em seguida, o número do CPF-MF, o que evitaria esse tipo de ataque. Note-se um outro exemplo: basta um simples erro na citação do armazém ou recinto alfandegado para que o Sistema exija a efetuação de um novo despacho aduaneiro, para o qual já se pagou os tributos e cumpriu todas as demais formalidades. Vale dizer: o estancamento do despacho, a efetuação de nova declaração de importação com todas as seqüelas que disso advém, podendo-se dizer que a retificação é um direito que consta do Código Tributário Nacional.
Não se pode negar, portanto, que o Despachante Aduaneiro está cada vez mais sendo reconhecido como profissional participativo do Comércio Exterior, não só pela importância dos serviços que executa, de natureza pública, mas igualmente pelos conhecimentos que é obrigado a deter na execução dos mesmos, daí as responsabilidades que a ele vêm sendo atribuídas, cada vez mais, pelo Poder Público.
Cabe-nos, por tudo isso, conclamar os colegas despachantes à união em torno de um ideal comum, qual seja, o da participação efetiva de todos objetivando engrandecer ainda mais a categoria, o que se dá com a prática diária do trabalho eficiente e do cultivo à ética profissional.

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Com cinco dias úteis, as duas primeiras semanas de junho de 2012 tiveram exportações de US$ 5,011 bilhões (média diária de U$ 1 bilhão) e importações de US$ 5,336 bilhões (média diária de US$ 1,067 bilhão). Como resultado, o saldo comercial (diferença entre exportações e importações) foi deficitário em US$ 325 milhões, com média diária de menos US$ 65 milhões.
No período, a corrente de comércio (soma das duas operações) chegou a US$ 10,347 bilhões - média por dia útil de US$ 2,069 bilhões. Considerando essa média, a corrente de comércio do mês é 4,7% maior que a registrada em maio passado (US$ 1,976 bilhão) e está 1,2% acima da média de junho de 2011 (US$ 2,045 bilhões).

No acumulado do ano, o saldo comercial está superavitário em US$ 5,941 bilhões (média diária de US$ 54 milhões). O resultado é 42,8% menor que o registrado no mesmo período de 2011, que foi de US$ 10,488 bilhões (média diária de US$ 94,5 milhões).

De janeiro até a segunda semana de junho deste ano, as exportações chegaram a US$ 102,872 bilhões (média diária de US$ 935,2 milhões) e as importações a US$ 96,931 bilhões (média diária de US$ 881,2 milhões).

Junho
Na comparação pela média diária, as exportações das duas primeiras semanas de junho deste ano diminuíram 5% em relação ao mês passado (média de US$ US$ 1,055 bilhão). Houve retração nas vendas de produtos básicos (-9,1%) e manufaturados (-2,8%), enquanto cresceram as exportações de semimanufaturados (10,5%).
Considerando o mesmo mês de 2011 (média de US$ 1,128 bilhão), as exportações de junho deste ano tiveram retração de 11,2% nas três categorias de produtos. As exportações de manufaturados diminuíram 19,3%, em razão de automóveis, veículos de carga, açúcar refinado, suco de laranja, etanol e tratores. Entre os básicos, a redução foi de 6,1%, devido, principalmente, a petróleo, farelo de soja, milho em grão, café em grão e carne de frango. Já as vendas de semimanufaturados foram 4,4% menores porque foram exportados menos açúcar em bruto, ferro-ligas, semimanufaturados de ferro/aço, ouro em forma semimanufaturada e óleo de soja em bruto.
Nas importações, a média diária até a segunda semana de junho de 2012 ficou 16,4% acima da média de junho de 2011 (US$ 917,1 milhões) e 15,9% superior a de maio deste no (US$ 921 milhões). Em relação ao mês passado, houve aumento nas compras internacionais de combustíveis e lubrificantes (79,9%), adubos e fertilizantes (43,3%), siderúrgicos (13,3%) e veículos automóveis e partes (6,7%). Já no comparativo com junho de 2011, o país importou mais combustíveis e lubrificantes (87,2%), aeronaves e partes (36,6%), siderúrgicos (11,2%), equipamentos mecânicos (6,5%) e plásticos e obras (5,3%). (MDIC)

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Câmbio favorável dá ânimo a exportador


jun 4, 2012
A percepção dos empresários da indústria sobre a demanda externa mudou de direção e voltou a crescer em maio, impulsionada pelo dólar, que fechou o mês cotado a R$ 2,00, aponta a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com a movimentação no câmbio, que já subiu quase 8% este ano, há indústrias dando desconto de até 18% no preço em dólar e indo à luta para ampliar a exportação, porque a atividade ficou mais rentável.
O alvo dos exportadores são países da América Latina – exceto Argentina, onde prevalecem medidas protecionistas. É que esses mercados não foram tão afetados pela crise. A perspectiva é que, depois do período de marasmo nas exportações, espelhado nos resultados das vendas externas que caíram 3% em abril e subiram apenas 4,5% no primeiro quadrimestre na comparação com 2011, os negócios deslanchem e surtam efeito na balança comercial nos próximos meses.
Depois de cinco meses consecutivos de queda, em maio, o indicador do nível de demanda externa cresceu quase 7% em relação a abril, descontada as influências típicas do período, mostra a sondagem. “O indicador despencou com a crise na Europa e desaceleração da China. Mas, com a mudança no patamar do câmbio, começou a melhorar”, observa o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo.
O economista acha que essa primeira reação do mercado externo está ligada ao câmbio porque esse é o único fator que teve comportamento diferente nos últimos meses, já que o cenário de crise não mudou – aliás, piorou, no caso da Europa. “Agora o exportador pode vender seus produtos por menos dólares e receber mais reais”, explica.
Nove de 14 setores analisados pela sondagem registraram crescimento no indicador de demanda externa de abril para maio, entre os quais estão alimentos, têxteis e mecânica, entre outros. Mas quatro deles foram responsáveis por mais da metade do aumento: metalurgia, mecânica, material de transporte e vestuário e calçados.
“Reduzimos entre 10% e 18% os preços da nossa tabela em dólar”, conta Valquirio Cabral Jr., diretor comercial da Lupo, fabricante de roupa íntima. Ele diz ter sentido alguma reação e que as exportações, que hoje representam 4% do faturamento da empresa, podem subir para 6% até o fim do ano. O executivo conta que 70% das exportações da companhia são para países da América do Sul, entre os quais se destacam Uruguai e Paraguai.
A Marcopolo, fabricante de carrocerias de ônibus, é outra empresa focada na América Latina que sentiu a reação do mercado. “A frequência de fechamentos de negócios de exportação aumentou”, diz José Rubens de la Rosa, diretor-geral da empresa. Em abril, a companhia vendeu cerca de 500 ônibus para o Chile. Em maio, foram comercializadas mais 300 unidades para o mesmo destino. Também, diz o executivo, há negócios entabulados com compradores do Peru e do Uruguai.
Além da alta do câmbio, que reduziu os custos em dólar dos ônibus, o executivo acrescenta outros fatores que devem favorecer as exportações, como a desoneração da folha de pagamento, que ainda não entrou em vigor, e reduções de tributos concedidas às exportações no Plano Brasil Maior. Pelo desenrolar dos negócios, o executivo projeta crescimento de 10% nas exportações da empresa neste ano, depois de queda de 8,3% em 2011.
Com a melhora do câmbio, até empresas que atuam na Europa estão conseguindo fechar negócios. Esse é o caso da fabricante de pão de queijo congelado Forno de Minas. Na semana passada, o presidente da empresa, Hélder Mendonça, fez um giro pela Península Ibérica para abrir o mercado da Espanha.
“As expectativas são muito positivas”, diz o empresário. Além de dar desconto de 15% sobre o preço em dólar, ele decidiu fazer promoções para conquistar novos clientes num mercado em recessão. Se o dólar se mantiver no patamar de R$ 2,00 ele acredita que a fatia das exportações no faturamento dobra de 5% para 10% este ano.
Dobrar a participação da exportação na receita, de 2% para 5%, também é a meta da General Brands, dona da marca de sucos prontos Camp. “Ficamos quase dois anos no marasmo e, nos últimos 50 dias, sentimos uma reação nas vendas externas”, diz o presidente da empresa, Isael Pinto. Ele conta que, quando o dólar estava em R$ 1,60, a indústria não tinha margem para exportar e só mantinha os clientes, sem fazer esforço para vender mais. “Agora seremos mais agressivos nas negociações.”
O diretor do frigorífico Mondelli, de Bauru (SP), Constantino Mondelli Filho, é outro que sentiu um aumento significativo na demanda de cortes de carne pelos países do Oriente Médio no mês passado, com perspectivas crescimento para junho e julho. Ele explica que, normalmente, a procura cresce nesta época do ano, período que antecede o Ramadã, período de jejum ritual para os muçulmanos. “Só que, neste ano, a procura está sendo maior do que o esperado”, diz o empresário, que ainda vê esse movimento com cautela.
Fonte: Jornal do Comércio